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Domingo, 31 de Julho de 2016
TEMAS DE SAÚDE

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Por: Antonieta Dias (*)

 

 

Ombro doloroso e instável

 

O desporto representa por si mesmo e pelas suas múltiplas facetas, uma situação favorecedora da saúde. Ninguém põe em dúvida os efeitos positivos que a prática desportiva proporciona. O interesse cada vez maior pelo desporto tem feito com que o número de praticantes tenha vindo a aumentar consideravelmente.

O Ombro doloroso e instável na maior parte das vezes é secundário a microtraumatismos criados pelos movimentos amplos e rápidos do ombro, é uma doença dos lançadores, do andebol e dos desportos de raquete, rugby e golfe.

Pode surgir como um quadro de dores crónicas, isoladas ou associadas a outros sinais funcionais, estando muitas vezes na sua origem uma sequela de um traumatismo negligenciado, resultante de microtraumatismos repetidos ou pode ser consequência de outras patologias: articulares (artropatia acrómio-clavicular, ombro doloroso e instável), tendinosas (tendinopatias e outras lesões da coifa), neurológicas (nervo supra escapular, nervo de Charles Bell).

A tendinose do ombro atinge preferencialmente o supra espinhoso e longo bicípite. Estes tendões podem sofrer trações excessivas, muito frequentes nos lançadores, levando a um conflito com a parte superior interna do acrómio (clássico síndrome acrómio interno descrito por Neer), ou sobre o sub-espinhoso com a parte póstero superior da glenóide ( conflito glenóide posterior), ou ainda sofrer um traumatismo sobre o ombro hiperlaxo com dificuldade na centralização da cabeça umeral. As complicações levam a um rutura parcial de um ou vários tendões da coifa, nomeadamente o sub-espinhoso ou supra-espinhoso.

O exame clínico implica a pesquisa de uma tumefação da articulação acrómio-clavicular, dor a pressão e dor a abdução horizontal máxima.

O diagnóstico é feito pela radiografia e eventualmente tomografia axial computorizada (T.A.C.) eletromiografia (E.M.G) e ressonância magnética (RM).

O tratamento implica o repouso durante 6 a 9 meses, associado a anti-inflamatórios não esteroides e sobretudo infiltrações intra-articulares de corticoides.

Em certas situações poderá recorrer-se a cirurgia - cleidectomia parcial externa, podendo reiniciar a sua atividade desportiva 4 a 6 semanas após intervenção cirúrgica

Em suma, as lesões constituem um dos principais obstáculos ao rendimento desportivo.

Uma lesão pode representar um impedimento temporário ou definitivo na prática desportiva, com todas as implicações que daí advém.

Por melhor que sejam as qualidades pessoais do atleta, mesmo que a sua preparação técnica seja excelente, o sucesso desportivo pode não ser atingido se durante a sua prática desportiva ficar lesionado.

(*) Doutorada em medicina

 



publicado por Noticias do Ribatejo às 10:38
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