
Por: Antonieta Dias (*)
Prática de Imaginação na cura lesões desportivas
Esta técnica tem com objetivo otimizar a cura. Utilizam-se processos de imaginação que visam idealizar imagens reais que mostram a cura da lesão. Muitos autores estão a seu favor (v.g Swearing, 1984; Arnheim, 1985, Levleva e Orlick, 1991.Demonstraram que a utilização regular de determinadas imagens no estado de relaxamento contribuem para acelerar e melhorar a recuperação, ajudar a vencer as dificuldades e criar soluções alternativas.
Segundo Levleva e Orlick (1993). Podem usar-se três tipos de imagem durante a prática de imaginação:
1- Em relação à parte lesionada que se está a curar;
2- Relaciona com o tratamento de fisioterapia;
3- Relacionadas com a parte lesada já curada e funcionando tudo perfeitamente.
Podem fazer-se várias combinações destes três tipos de imagem, conforme a tipologia das sessões de fisioterapia que o atleta esta a efetuar.
Para que estas técnicas de imaginação possam ser usadas é necessário que o atleta esteja devidamente informado sobre o seu papel durante a recuperação e qual o modo de cooperar.
É necessário que estas sessões sejam realizadas com uma certa periodicidade (de preferência diárias), de curta duração nunca ultrapassando os vinte minutos incluindo o tempo de relaxamento.
O tempo de inatividade dos atletas lesionados deve ser aproveitado para os motivar para o desenvolvimento de atividades alternativas com exercícios exequíveis ao seu estado atual, a fim de evitar que a paragem obrigatória que têm de fazer para a cura das lesões não seja muito prejudicada em termos desportivos.
Opinião idêntica foi descrita por Levleva e Orlick (1993), que consideram que o tempo de inatividade que o atleta lesionado tem de passar, deveria ser aproveitado para descansar, refletir e melhorar as questões desportivas para as quais normalmente não tem tempo.
Steadman (1982) alertou para a importância de continuar o treino mental durante a lesão.
Os estudos efetuados até à data demonstram que os atletas com pensamentos e atitudes mais positivas recuperam mais rápida e completamente (Heil, 1993), Por sua vez as recordações negativas provocadas pelas lesões afetam a recuperação (Grunert et al, 1988; Levleva e Orlick,1991).
Em suma, estas técnicas devem ser incentivadas e praticadas pelos atletas que querem recuperar rapidamente.
(*) Prof. Doutora/Faculdade Medicna do Porto