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Domingo, 6 de Abril de 2014
TEMAS DE SAÚDE: Violência no Desporto

Por: Antonieta Dias (*)

 

Temos assistido nestes últimos anos a um aumento exponencial da violência nos recintos desportivos que não se coadunam com o desenrolar do fenómeno desportivo.

O desporto  está vocacionado para uma área de incentivos competitivos, onde  o  prazer de utilizar técnicas e tácticas são o melhor investimento para o sucesso e bem estar dos atletas.

Certo é,  que com o decorrer dos anos o futebol passou a ser o desporto de elite, com tendência a transformar a arte da modalidade num espectáculo inesquecível.

Por esse fato, o futebol arrasta milhões de adeptos que pretendem partilhar os seus sentimentos de solidariedade para com o seu clube traduzido por uma união  muito especial para com os seus ídolos.

Porém,  nem sempre os objectivos do sucesso são conseguidos e a intolerância ao fracasso passa a ser entendida como um obstáculo que tem de ser combatido e o alvo inimigo “ é a equipa adversária” que fica então classificada como uma ameaça cujo elo tem de ser desmantelado  e eliminado.

Este espectáculo que arrasta multidões que faz despoletar as paixões, que une adeptos, praticantes, dirigentes desportivos e transforma os sentimentos intrafamiliares num laço indestrutível, que fortalece a vitória e a admiração pela capacidade dos actos praticados pelos atletas de elite, faz com que o acompanhamento dos atletas funcione como um reforço positivo e como a manifestação incondicional da admiração pelos seus idolos.

Porém, quando este limiar de estabilidade é perturbado por uma derrota ou por um nível menos elevado de êxito pode desencadear sobretudo por parte dos adeptos desportivos com maior fragilidade  emocional um conjunto  de reacções que em nada engrandecem o desporto, deixando a tristeza e a imagem negativa resultante das manifestações da violência no desporto como uma marca negra que vincula o espectáculo  a uma ameaça externa praticada por dirigentes, treinadores, árbitros, claques, atletas, que não  controlam os seus sentimentos e manifestam o seu desânimo por sentimentos de ódio que são incompatíveis e incompreensíveis na prática desportiva.

Podemos deixar como referência o caso de Heisel Parque, em que o culmina , que culminou num acto de violência , que exigiu  uma intervenção assertiva e uma estratégia de intervenção dirigida no sentido de evitar que este acontecimento se tornasse ainda mais grave.

Não posso contudo,  deixar de referir o Mundial de 2010, como um marco histórico lastimoso que merece ser referido.

Apesar da paixão experienciada pelos adeptos do futebol que conseguem mover multidões onde cada um tem um sentimento diferente  que o pode manifestar por atitudes de raiva e de ódio, não podemos continuar a assistir a espectáculos gerados pela falta de controlo das pessoas que assistem aos espectáculos,  sendo urgente por cobro a estas manifestações , podendo  até optar por impedir estas pessoas, que não têm capacidade para gerir as suas emoções, de comparecer nos estádios, tendo em conta que estes campos de batalha desencadeados pelo comportamentos de agressividade destroem completamente  o beneficio desencadeado pelo desporto.

Certo é,  que outras modalidades são alvo de situações semelhantes, porém a sua incidência tem sido em percentagens muito inferiores e pouco representativas em termos sociais.

Porém, apesar de a incidência ser baixa, não deixa de ter a sua importância e tem de ser completamente  excluída.

O lado negro do desporto, tem de acabar, não só porque se traduz numa falta de respeito e de perda de  dignidade por quem assume estas atitudes , mas também porque implica a necessidade de envolvimento de profissionais destinados a manter a segurança dos atletas, dos adeptos, dos dirigentes e todas as pessoas que estão envolvidas no fenómeno desportivo, levando a um  acréscimo económico desnecessário.

Em suma, apesar das claques serem os principais símbolos da violência no desporto, muitas vezes despoletados pela visão cega e pelos problemas pessoais de cada um, que  aproveitam a liberdade de manifestação geradas nestes eventos para transporem as  suas angustias e  toda a sua agressividade como uma tentativa de explicar  um apoio incondicional ao seu clube, provocando comportamentos desadequados, inadaptados que em nada beneficiam os espectáculos  e que têm que ser definitivamente excluídos dos recintos desportivos..

Não podemos pois admitir que casos como o do Iamor em que um adepto do Sporting foi atingido por um veri-light arremassado por um adepto da equipa adversária continuem a repetir-se.

Estes eventos  têm de passar  definitivamente  ao histórico negro  de situações vivenciadas e que não podem jamais  ser repetidas.

 

(*) Doutorada em medicina



publicado por Noticias do Ribatejo às 10:50
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